Blog do Jornal Dois Irmãos


3 de jul. de 2015

Levando amor a desconhecidos


Conhecemos gente nova o tempo todo. E tem aquelas que tu olha e pensa: “Quero ser assim também!”. Eu, por exemplo, admiro gente forte, que não chora por qualquer coisa, que dá risada, que tem opinião, que diz bom dia para as pessoas na rua, mesmo não conhecendo.
Mas, sabe o que eu mais admiro?
Gente que doa parte do seu tempo para ajudar pessoas. Em um mundo cada vez mais egoísta, de pura troca de favor, saber que ainda existem pessoas assim nos faz acreditar que o ser humano ainda tem jeito.
Lá de São Paulo, a dois-irmonense Therezinha Kuhn Silva (na foto, a primeira à esquerda), de 54 anos, está fazendo a diferença na vida de pessoas de todo o mundo.
Há quatro anos ela é voluntária da Cruz Vermelha Brasileira, na Filial do Estado de São Paulo. Com muito amor, carinho e dedicação, ela ajuda a amenizar as dores físicas e psicológicas de pessoas que ela nem sabia que existiam. Assim como as pessoas que ela ajuda também não sabem quem é a “Thêre”.
O interesse dela pelo trabalho voluntário surgiu após uma palestra sobre a Cruz Vermelha e as ações que a organização promove. O convite partiu de Valdinei Nascimento Muricy, o único sobrevivente do acidente aéreo da TAM JJ3054, que ocorreu em 2007. O mesmo acidente vitimou a filha da Therezinha, a comissária Madalena Silva, que na época tinha 20 anos. Ela trabalhava na TAM há menos de um ano e havia trancado a faculdade de Turismo para realizar o sonho de ser comissária. “Neste dia o trabalho feito por eles foi apresentado para várias pessoas. Na palestra falaram sobre os grupos de apoio de: Socorro e Desastre, Logística e Triagem, dos quais eu gostaria de participar e ajudar”, diz ela.
Desde então, Thêre, como é carinhosamente chamada pela família e amigos, compartilha o seu amor com desconhecidos. “Em 2010 ocorreu um desastre natural na região serrana do Rio de Janeiro e o Brasil inteiro se mobilizou para ajudar, entre eles a Cruz Vermelha de São Paulo, que teve uma atuação determinante por ser uma cidade referência. Neste momento, comecei a trabalhar com maior frequência na triagem de alimentos, roupas, produtos de limpeza e higiene para enviar ao local, que seriam distribuídos pela equipe da Cruz Vermelha do Rio de Janeiro”, conta ela, orgulhosa. “Também já atuei realizando cadastros na zona sul, leste, oeste e norte de São Paulo, auxiliei nas catástrofes que ocorreram na cidade e no país, como incêndios em comunidades, enchentes e tornados”, diz ela, que também atuou como voluntária na destruição da cidade de Xanxerê, em Santa Catarina, e no Projeto Neymar, na baixada santista, onde levou donativos para as famílias carentes. Simultaneamente, Thêre seguiu realizando a triagem de doações feitas por empresas, escolas e instituições particulares. “Atualmente, devido o inverno rigoroso que faz em São Paulo, estou trabalhando durante vários dias da semana na Campanha do Agasalho, tanto na triagem quanto na entrega das doações”, completa.
Eu sou daquelas pessoas que pensa que todo mundo tem um papel na terra. E talvez o da Thêre seja esse, de ajudar quem precisa, indiferente de cor, raça ou classe social. “O que mais me deixa feliz e me motiva a ser voluntária é a diferença que eu faço na sociedade, ajudando os menos privilegiados. Desta forma, sou beneficiada com satisfação e realização pessoal, porque ao dar assistência ao próximo, estou ajudando a mim mesma”, diz ela.
(Reportagem: Thaís Lauck)

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