Blog do Jornal Dois Irmãos


30 de out. de 2013

Eleição para presidência já agita bastidores da Câmara

Se não houver um fato novo até o dia 9 de dezembro, tudo indica que a eleição para a presidência da Câmara de Vereadores será tranquila (ou não). A data da última sessão deve marcar a escolha de Sérgio Fink (PTB) para comandar o Poder Legislativo em 2014. Pelo menos esse é o acordo que a coligação formada por PMDB, PP e PTB tem com Jair Quilin, do PDT. 
- Existe um acordo por escrito, independente do posicionamento político na Câmara. Tenho certeza que ele (Jair) vai cumprir o acordo. Não há nada que possa motivar algo diferente – afirma Sérgio. 
Jair Quilin, atual presidente da Câmara, reconhece que existe um “pré-acordo”, mas diz que eventuais circunstâncias nas próximas semanas podem mudar o jogo.
- A princípio um pré-acordo, sugerido pelo Sérgio. No ano passado eles me procuraram para fazer esse acordo. Não tenho nada contra o Sérgio e por enquanto está tudo muito tranquilo na Câmara. No entanto, a gente sabe que, até lá, muita água pode rolar. A eleição, no dia, é uma coisa muito problemática. Eu posso assinar chapa com todos os partidos, mas é na hora da votação que tudo se decide. Em quem vou votar, todo mundo só vai saber no dia – comenta ele, sem dar certeza de nada, lembrando que este ano a eleição será com voto aberto.
Pelo acordo estabelecido a respeito da presidência, segundo o próprio Sérgio, a divisão dos quatro anos de mandato ficou assim: Jair Quilin em 2013, Sérgio Fink em 2014, Paulinho Quadri em 2015 e Jair Quilin novamente em 2016. Isso porque a situação tem quatro votos (além de Sérgio e Paulinho, Eliane Becker e Paulo César Gehrke), e o voto de desempate de Jair garante a vitória. Do lado da oposição, os votos são de Joracir Filipin, Márcio Goldschmidt, Léo Büttenbender e Jailton Proença. Tudo isso em tese, pois política é a ciência do improvável.
Quem não lembra a polêmica eleição no final de 2010, quando Sérgio Fink (então no PSDB) foi eleito presidente com os votos do PT e do PDT? Naquela época, a então oposição também tinha um acordo, que previa Sérgio como presidente em 2009, Tânia da Silva em 2010 e Eliane Becker em 2011, deixando o último ano em aberto. Um atrito de Sérgio com o Partido Progressista acabou afundando o acordo e ele assumiu novamente o Poder Legislativo no ano de 2011.
Assim, tendo o apoio de PT e PDT, há quem esperava que Sérgio fosse apoiar a candidatura do petista Eliseu Rossa na eleição seguinte. No entanto, a permanente queda de braço entre Executivo (Miguel Schwengber) e Legislativo (Sérgio Fink), principalmente na questão da compra do novo prédio da Câmara, minou qualquer possibilidade de acerto. Resumindo: Jerri Meneghetti, do PP, foi eleito presidente para 2012, tendo Jair Quilin como seu vice-presidente.
Quer dizer, eleição para presidente da Câmara em Dois Irmãos costuma ser uma caixinha de surpresas. Faltando pouco mais de um mês, veja ao lado o que dizem hoje (30 de outubro) os vereadores.

Jailton Proença (PDT)
Se existe acordo, eu não sei. Eu não fiz acordo com ninguém, e também não sei o que pode acontecer lá na frente. Eleição de presidente é sempre uma surpresa. Na prática, acordos nunca vingaram. Nós, da oposição, estamos conversando para ver uma chapa de coalização, inclusive, com o Jair. O PDT está unido, e seria burrice não nos unirmos neste momento.

Léo Büttenbender (PT)
Não sei do acordo, mas tudo é possível. De repente pode haver uma mudança na conversa que eles tiveram. O acordo que combinaram pode não acontecer, como também pode acontecer. Acredito que pode haver uma reviravolta no caso, dependendo de quem colocarão para compor a mesa diretora. No momento, todos são candidatos, não existe essa história de que a gente já fechou acordo. O certo é que quem assumir terá grande responsabilidade e vai trabalhar para manter a ordem, como todos os presidentes.

Joracir Filipin (PT)
O que sei é que o campo da esquerda vai ter candidato. Referente ao acordo, não tenho conhecimento. A gente está conversando e tudo pode acontecer.

Eliane Becker (PP)
Acredito que o acordo vai ser mantido. Eu ainda acredito na palavra das pessoas. A Câmara, em si, não tem grandes divergências entre situação e oposição. Não haveria motivos para não manter o que foi combinado. Até acho que eles (da oposição) farão propostas para alguns vereadores da situação, mas acredito que não tem como o Sérgio não ser o presidente.

Paulinho Quadri (PMDB)
Da minha parte, sempre cumpro acordos. Mas cada cabeça é uma sentença. Tenho certeza que o Sérgio também vai manter seu posicionamento e não tem por que o Jair não manter. Divergências políticas existem, mas palavra dada é palavra dada. Nossa turma, quando faz acordo, mantém o que foi estabelecido. 

Márcio Goldschmidt (PT)
Não chegamos a sentar para conversar francamente. Já tivemos conversas informais dentro do PT e também com o PDT, inclusive com o Jailton (Proença, presidente do partido). Aliás, o PDT é o único partido com o qual estamos conversando. O PT tem três vereadores, e também queremos um espaço dentro da Câmara. No entanto, só teremos algo mais concreto sobre a presidência nas próximas semanas.

 Paulo César Gehrke (PP)
Acredito que vai ser mantido. Não participei do acordo, mas acho que não vai ter nenhum problema.



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